A menina perfeitinha


Fui criada para ser a menina perfeitinha. Eram os vestidos de favos de mel e os laços de seda no cabelo. E era boa menina e depois boa aluna toda a vida e boa mãe e boa em quase tudo que é socialmente valorizado.


Agora acho que sou boa terapeuta. Dizem que sou mas o que importa? O que importa é que cada vez mais, mais do que alguma vez antes, sou o que sou. Que me visto como me apetece (ou quase) e que faço muitas das coisas que me apetece fazer, que estou com quem me apetece estar e que quase não faço o frete de fazer visitas sociais e de ir a eventos que me tiram do sério. Ainda me vejo a ter atitudes de quem quer agradar mas muito menos. Muito menos. Quando se parte da menina perfeita como eu parti é mais fácil evoluir-se para ser mais despreocupado com a perfeição.


Vivo agora mais no amor. Mas continuo a sentir raiva por vezes. Muito menos.

Quem não sentir raiva nunca que ponha o dedinho no ar?


Essas são, claro está, as coisitas a trabalhar em mim.


A perfeição não existe. Isso eu sei. Quem continua a persegui-la sentirá uma grande frustração pois não vai chegar lá nunca. Existe em conceito. Apenas. O que é perfeito para uns não o é para outros. Quando chegas ao sonho perfeito de toda a vida eis que chega o amigo vazio. E agora?


Que se lixe a perfeição. Mas vamos é fazer coisas que nos façam sentir felizes e em equilíbrio e que tragam sentido à nossa vida!


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